Sábado, 4 de julho de 2020

As expressivas contribuições de Maria Lúcia Grossi Corrêa Zunti para várias gerações

Publicado em 27/06/2020. http://jornalterral.com.br/t-DB8

Mineira de Mercês, a professora, historiadora e escritora Maria Lúcia Grossi Corrêa Zunti fixou residência em Linhares em 1968 e desde então conquistou a admiração de muitos. As suas contribuições para a comunidade são expressivas e beneficiam várias gerações.

Tudo começou em 3 de março de 1941, quando veio ao mundo e encheu de alegria os pais: a inspetora educacional e pedagoga Lenira da Cunha Baumgratz Grossi e o médico João Evangelista Grossi. Casou em 1962 com o engenheiro agrônomo e servidor federal Adauto Corrêa Zunti e seguiu para Sete Lagoas (MG).

Em 1968, Adauto era servidor da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e recebeu convite para assumir a Reserva de Goitacazes, em Linhares. Maria Lúcia e os filhos Renato e Virgínia aguardaram a reforma da casa, situada na própria reserva, e cinco meses depois chegaram ao município.

Aqui o casal teve mais três filhos: Ricardo, Adalúcia e Christiane. E, com o passar das décadas, comemorou o nascimento de dez netos: Raffaela, Nicoli, Cibely, Mariana, Adauto, Matheus, Guilherme, Idália de Tassis, Nathália e Maria Clara. Sobre o duradouro casamento com Adauto Zunti, diz que, além do amor, deve existir companheirismo e lealdade.

Enquanto lecionava, Maria Lúcia aprimorava a formação acadêmica. Possui graduação em História pelo Centro Universitário do Espírito Santo (1974), especialização em Planejamento em Educação pela Universidade Salgado de Oliveira (1992), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (2000) e aperfeiçoamento em Instituições Políticas Brasileiras pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008).

 

SIM para a Literatura

Maria Lúcia Grossi Corrêa Zunti e Adauto Corrêa Zunti: 58 anos de união

 

Atuação consistente e cheia de realizações

Disposta a socializar os conhecimentos, escreveu e lançou livros sobre a história do município (Panorama Histórico de Linhares, duas edições), de poesias e o resumo de sua dissertação de mestrado – com foco na história da Educação no Espírito Santo. Teve artigos científicos publicados em revistas do PPGE/Ufes e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.

Escreveu crônicas, ensaios e poesias para antologias da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, tendo sido organizadora de uma dessas antologias. E publica crônicas e ensaios em jornais de Linhares.

Tornou-se sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do ES (IHGES) em 1990 e membro correspondente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras em 2002. Recebeu o título de Cidadã Linharense e a Comenda Caboclo Bernardo, maior honraria do município, concedida pela Câmara de Linhares, em 1993.

Foi uma das fundadoras da Serlihges (Seccional Regional de Linhares do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo), em 29 de abril de 1992. Como presidente, promoveu diversas ações e deu visibilidade à entidade.

Em 2000, defendeu a dissertação de mestrado, colocou a Fanorte (uma faculdade particular) para funcionar e ainda lançou a segunda edição do Panorama Histórico de Linhares. “Foi um ano bem puxado”, frisou.

A Prefeitura de Linhares comprou a Fanorte em 2005 e Maria Lúcia foi chamada pelo então prefeito, José Carlos Elias, para organizar os documentos necessários visando à criação de uma faculdade municipal.

Ela conta que fez o contrato social, criando a mantenedora e a mantida, e sugeriu para ambas o nome Faceli – uma abreviatura de Faculdade de Ensino Superior de Linhares. Em seguida, cuidou da legislação da faculdade, voltada para o ensino, pesquisa e extensão, e da definição e oferta dos cursos.

Acrescenta que voltou a Faceli em 2013 para agilizar o PDI (Projeto de Desenvolvimento Institucional), que reuniu mais de 100 páginas e foi aprovado pelo Conselho Estadual de Educação. “Esse trabalho contou com o apoio integral da presidente da mantenedora, Sandra Bassani”, registra.

Maria Lúcia pede às pessoas para que procurem conhecer a história do lugar no qual moram, tendo nascido ali ou não. “A cidadania não se resume à carteira de identidade. É algo muito maior e passa pela busca do conhecimento”, finaliza.

 

SIM para a Literatura

Maria Lúcia e Adauto com os amigos Reuber da Costa Nascimento (E), Arlene Campos, José Rodrigues Pereira e Zilá Sabaíni

 

Bonita homenagem em programa

Em 2018, o escritor José Rodrigues Pereira, responsável pelo programa Sim para a Literatura, na TV SIM Linhares, prestou uma bonita homenagem a Maria Lúcia Zunti, por meio de uma edição especial.

No programa, os filhos se manifestaram. Virginia disse que a mãe sempre gostou de ensinar história. “Fui aluna dela. A minha mãe sempre amou as pequenas coisas e se dedicou a grandes projetos”.

Renato lembrou que a mãe batalhou bastante para contar a história do município. “O livro Panorama Histórico de Linhares marcou muito as nossas vidas. Vivenciamos isso e ficamos felizes com o resultado”.

Adalúcia frisou que define a mãe com duas palavras: paixão e dedicação. “Mamãe sempre passou isso para a gente. Para ela, tudo deve ser intenso e real, escrevendo, dando aula, atuando como profissional da Educação, na Serlihges, enfim, em todas as situações nas quais está inserida”.

Para Christiane, o mais marcante é o entusiasmo: “Mamãe faz as coisas com prazer. Ela exala isso na alma e no corpo. Pensa de forma abrangente, de como pode ajudar outras pessoas a entenderem o que aconteceu ou está acontecendo. Ela me ensinou isso, a fazer as coisas bem feitas”, disse.

Convidada para participar do programa, a professora e escritora Arlene Campos destacou: “Um dos melhores presentes que Linhares já recebeu foi a professora e historiadora Maria Lúcia Zunti”. Também presente, o presidente da Serlihges, Reuber da Costa Nascimento, completou: “Ela tem um caráter excepcional”.

 

Divulgação

Filhos de Adauto e Maria Lúcia: Ricardo, Virgínia, Adalúcia, Christiane e Renato

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