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Para especialistas, o sucesso do mamão capixaba está ligado à qualidade do produto
O mamão produzido no Espírito Santo ganha cada vez mais espaço no cenário internacional. O estado envia milhares de toneladas por ano para outros mercados, com destaque para destinos como os Estados Unidos, Portugal, Reino Unido e Países Baixos.
De acordo com especialistas, o sucesso do mamão capixaba está ligado à qualidade do produto. Para o engenheiro-agrônomo Ênio Bergoli, ex-secretário estadual de Agricultura, o mamão capixaba é desejado no mundo em função da sua qualidade, conquistando países como os EUA.
Em 2025, no acumulado de janeiro a julho, as exportações capixabas de mamão somaram US$ 18,8 milhões, alta de 20% frente ao mesmo período do ano anterior. O volume cresceu 20,6%, passando de 10,6 mil toneladas para 12,9 mil. Em síntese, o ganho de receita decorreu do aumento de volume.
O cultivo se concentra principalmente nas regiões norte e noroeste, onde o clima e o solo favorecem o desenvolvimento da fruta. Os municípios de Pinheiros, Montanha e Linhares lideram a produção há vários anos.
Os principais grupos cultivados são o Solo, popularmente conhecido como Papaia ou Havaí, e o Formosa, com frutos que variam de 350 gramas a 1,2 kg, dependendo da variedade. O período de maior colheita vai de setembro a janeiro.
Na fruticultura capixaba o mamão representa cerca de 22% da renda rural e responde por 2,57% do Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual, consolidando-se como um dos pilares da agricultura do Espírito Santo.