Fotos: Arquivo TERRAL - Divulgação

Se a justiça eleitoral confirmar a perda do mandato do vereador Kauan do Salão (PP), o Cabo Bonadinan (PL) vai assumir a vaga
A justiça eleitoral decidiu nesta semana pela cassação da chapa proporcional do partido Progressistas (PP) nas eleições de 2024. Com isso, o vereador Kauan do Salão (PP) corre o risco de perder o mandato e, com a recontagem dos votos e o novo quociente eleitoral, o Cabo Bonadiman (PL) deve assumir a vaga. A defesa de Kauan já anunciou que vai recorrer.
Com este episódio, a Câmara de Linhares contabiliza mais uma polêmica, uma das características da atual legislatura, iniciada em 1º de janeiro de 2025. Há disputa por espaço, mandato e poder, fartura de pré-candidatos a deputado, vereadores ensaiando mudança de grupo político e o enfrentamento entre parlamentares e suplentes, entre outras situações que chamam a atenção.
A população convive com casos emblemáticos. Exemplo: o suplente Geraldo Boquinha (União Brasil) reivindica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a vaga do vereador Professor Antônio César, que trocou o União Brasil pelo PSB. Geraldo entende que o mandato pertence ao partido e aguarda o julgamento de recurso no TSE, previsto para ocorrer ainda neste mês.
Outro episódio que repercutiu muito na região foi a tentativa da Câmara de Linhares de evitar a posse do suplente Gilson Gatti (MDB), que só ocorreu após determinação da justiça. Gilson recorreu depois que viu a publicação de uma nota do legislativo destacando que ele não seria convocado durante o período de licença-maternidade da vereadora Pâmela Gonçalves Maia (MDB).
Em decisão proferida no dia 27 de fevereiro, o juiz Thiago Albani Oliveira Galveas determinou que a Câmara procedesse à imediata convocação e posse de Gilson Gatti, decisão que foi cumprida no dia 2 de março. Desde então exerce o cargo de vereador. O período de licença-gestante de Pâmela Maia vai até 31 de julho.